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    Baixa Autoestima: O que fazer quando a criança apresenta indícios?

    A auto-estima elevada desempenha um papel importante em muitas áreas da vida, inclusive na prevenção do bullying. No entanto, baixa auto-estima causa muitos problemas.


    O maior problema com um baixo nível de auto-estima é que ele pode desencadear um ciclo de crescente negatividade. A voz interior da pessoa, julga e diz que suas falhas são típicas. Por causa disso, a criança ou o jovem podem tentar evitar o fracasso, sem correr nenhum risco. Por essa razão, a baixa auto-estima tornará mais difícil o relacionamento com outras pessoas, estudar para uma prova, se arrumar para uma festa ou fazer qualquer coisa que envolva sair de sua zona de conforto.


    Também limita a capacidade de ouvir críticas construtivas e mudar o comportamento. Esse ciclo de negatividade geralmente se mostrará de algumas ou de todas as maneiras a seguir:


    A baixa autoestima pode levar ao isolamento, à depressão, ao uso de álcool e drogas, e inclusive ao suicídio.
    • Ficar bravo com facilidade

    • Evitar a responsabilidade

    • Dificuldade para lidar com a crítica

    • Ser perfeccionista

    • Ter uma tendência para o uso de álcool e drogas

    Embora a auto-estima se desenvolva quando se é jovem, há boas notícias se a pessoa apresenta um baixo nível de autoestima: é possível mudar!


    Como a baixa autoestima é aprendida, ela também pode ser desaprendida e substituída por pensamentos e sentimentos mais positivos. A chave para aprender a melhorar seu nível de autoestima é ouvir suas vozes internas críticas, analisar os padrões que a criança vê e depois substituir essas vozes críticas por vozes mais positivas.


    Para a criança ou adolescente que querem melhorar a autoestima, é preciso seguir os seguintes passos:


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    Tornar-se consciente de seus pensamentos negativos internos


    Tornar-se consciente de seus pensamentos negativos é o primeiro passo para mudá-los.


    Para se tornar consciente de sua conversa interna negativa, peça para o jovem manter um diário de seus pensamentos e comportamentos.


    Apenas tentando lembrar seus pensamentos durante um determinado comportamento geralmente não funcionará. Ele deve passar  pelo trabalho e prática de escrever seus pensamentos para poder analisar  sua voz interna negativa de forma eficaz.


    Começar um diário e gravar sua conversa interna, especialmente quando estiver deprimido, culpado, zangado ou chateado ajuda bastante. Isso pode não ser fácil no começo, mas será muito útil para se tornar consciente de processos de pensamento negativo. Às vezes os pensamentos podem estar tão amarrados que é preciso um esforço extra apenas para separá-los e identificá-los claramente.

    Identifique suas crenças básicas sobre você mesmo


    É importante perceber que existe uma diferença entre pensamentos e sentimentos. Os sentimentos geralmente podem ser pensados ​​em palavras isoladas, como zangado, desmotivado ou derrotado. Os pensamentos são mais complicados e geralmente não podem ser explicados em uma palavra simples. São esses pensamentos que formam as crenças básicas sobre nós mesmos.


    Esses pensamentos dão origem aos nossos sentimentos, incluindo nosso nível de auto-estima. Manter um diário por uma semana e usá-lo para registrar situações em que a pessoa tenha baixa autoestima, ajuda muito na identificação dessa visão (que muitas vezes não é a real) negativa que temos de nós mesmos. Peça que ele leve este diário consigo para que possa gravar seus pensamentos e sentimentos conforme eles ocorrem.


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    Mude suas crenças básicas sobre você

    Depois de ter gravado a própria fala por uma semana, ele já pode identificar as principais crenças sobre si mesmo que surgem repetidamente em todo o seu diário.


    Peça que procure por palavras-chave e temas que parecem se relacionar com a mesma crença central. Depois de ter descoberto uma ou mais crenças básicas, agora é hora de se concentrar na que tem o maior impacto na autoestima.


    Só podemos combater o que conhecemos, não é mesmo? Um médico, antes de receitar um remédio, ele descobre a doença. É o mesmo princípio aqui!

    Depois de ter identificado essa crença central, a pessoa pode trabalhar para mudar essa crença.


    Para fazer isso, ele deve anotar a situação relacionada à crença central que mais o incomodou. Em seguida, escrever uma nova maneira de reagir à situação. Essa nova maneira de reagir deve ser uma maneira mais positiva e reforçadora de lidar com a situação.


    Ele ou ela deve imaginar-se não como o espectador crítico, mas como o bom treinador. Depois de ter escrito, deve ser feita a visualização de como a pessoa faria isso. Por fim, anotar a visualização e o resultado esperado de seu novo comportamento positivo.


    Visualizar resultados positivos


    Segundo a neurociência, a mente não consegue distinguir o que é imaginação do que é realidade.


    Estudos mostram que uma pessoa que treina uma habilidade (tiro ao alvo, por exemplo) apresenta praticamente os mesmos resultados que alguém que só imagina que está atirando.


    Os atletas entendem a importância de visualizar em suas mentes o que eles querem que aconteça no campo ou na quadra. Assim como um atleta, a pessoa que está passando por este treinamento (seja você, seus filhos ou seus alunos) precisa imaginar em sua mente o que quer que aconteça visualizando-o repetidas vezes. Um atleta pode se imaginar correndo uma milha corrida dez segundos mais rápido do que ele já fez antes.


    A criança pode visualizar um bom resultado para sua próxima tarefa ou projeto também. Isso tornará mais fácil seguir as etapas que levarão você ao resultado esperado. 

    Mudança de comportamentos


    O nosso crítico interior estabeleceu padrões de comportamento para nós.  Caímos na armadilha de pensar coisas como: "Se alguém me disse quando eu tinha seis anos que eu não usei minha cabeça, então eu não devo ser capaz de usar minha cabeça nesta situação adulta".

    Esse pensamento parece bobo e egoísta. -Defesa, não é? Isso é porque é bobo e auto-destrutivo. Como a maioria das pessoas não toma tempo e esforço para ouvir suas vozes interiores, esses pensamentos antigos continuam aparecendo em suas mentes.


    Mudar esses padrões de comportamento agora em hábitos novos e positivos ajudará a fornecer uma base sólida de auto-estima. Esta fundação permitirá que a criança sobreviva a situações estressantes sem cair em ciclos destrutivos de negatividade.


    Esperamos que você tenha gostado do nosso post sobre como mudar a baixa auto-estima. Deixe sua opinião nos comentários abaixo e compartilhe!


    Fonte: Conover

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